De um lado… e do outro… as notícias correm

Pesquisa recente revelou que quase metade dos brasileiros nunca teve acesso à leitura. De acordo com a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, este ano foram investidos R$ 373 milhões na criação de bibliotecas, em feiras de livros, campanhas e compra de acervo para doar às bibliotecas. A presidente da Câmara Brasileira do Livro, Karine Pansa, olhou o lado positivo, mas bastante ingênuo, ao afirmar que o dado significa o grande potencial de crescimento do mercado editorial brasileiro. E os investimentos nos salários e melhores condições de trabalho dos pedreiros? Ou! PROFESSORES!!! Os principais agentes na construção dos novos leitores.

O advogado Henrique Abel disse em crítica publicada no site do Observatório da Imprensa o que eu gostaria de dizer há tempos: “Torna-se fácil perceber que o problema do Brasil não é que o nosso povo seja “mais ignorante”, pela média, do que a população dos Estados Unidos ou das maiores economias europeias. O problema, isso sim, é que o nosso país ostenta aquela que é talvez a elite social mais ignorante, presunçosa e intelectualmente preguiçosa do mundo. Que repele qualquer espécie de intelectualidade autêntica precisamente porque acredita que seu status social lhe confere, automaticamente, o decorrente status de membro da elite intelectual pátria, como se isso fosse uma espécie de título aristocrático”.

A reunião sobre o Código Florestal foi adiada para o dia 28 de agosto e a presidenta Dilma Rousseff cria empresa para desenvolver tecnologias do programa nuclear. A criação de um submarino é mais importante do que o destino das nossas florestas, rios, nativos? O Greenpeace lança projeto de lei popular e encabeça a mais nova campanha no Twitter (#DesmatamentoZero). “Governo afrouxa, ruralistas avançam e cerca de 50% dos cursos d’água na Amazônia perdem proteção no #CódigoFlorestal”, informam na rede social. Entre no site do Greenpeace e assine a petição. Uma lei popular precisa de 1,4 milhão de assinaturas de eleitores para ser aceita pelo Congresso.

Enquanto candidatos correm desbaratinados para angariar votos, começa a circular nas caixas de email dos brasileiros uma campanha pelo voto nulo. Um cidadão que compartilhou a mensagem comentou: “Ufa, até que enfim uma notícia boa”. Outro justificou: “Como não vejo um só candidato que mereça confiança nesse mar de lama da política nacional e como já cansei de errar, ou de me enganar com esses pilantras, só me resta essa possibilidade. Voto nulo!!!”. O email, além de ensinar a votar nulo (000 + tecla verde), informa que se a eleição for ganha por votos nulos (51%) é obrigatório haver uma nova com candidatos diferentes da primeira. E se a moda pega?

 

(Imagem compartilhada no Facebook)