Avatar

Antes de sentar na frente da tela de um cinema a 40 minutos de casa, um prenúncio: ingressos esgotados. Só daria para conferir Avatar se comprássemos os ingressos antecipadamente pela internet. Definitivamente isso não acontece com frequência onde eu moro. Só podia ser um filme muito bom. Não havia lido nada sobre o filme, não havia criado nenhuma expectativa em relação ao 3D e, muito menos imaginaria um filme com ou sem roteiro, como costumam bravejar os críticos de cinema. E o que eu vi foram imagens lindas, com uma história bonita a ser contada num mundo e numa projeção que eu não imaginaria. Saí de casa pensando que iria assistir a um filme infantil e voltei impressionada com aquilo que vi. Impressionante é a palavra para esta película tecnológica. E as imagens continuam fortíssimas na minha cabeça.

Depois de colocar os óculos, o inusitado logo de cara apareceu. Um personagem principal paraplégico, um fuzileiro, pra falar a verdade, que tinha a missão de ajudar a equipe de cientistas que se transportam para um mundo chamado Pandora através de seus avatares. Dirigido por James Cameron, o mesmo cara de Titanic, o filme ora coloca no seu contexto algo de mágico, como a Árvore das Almas e as conexões entre os bichos e os seres de Na’vi. Ora coloca para a tela o mais trágico do ser humano: a ganância e a busca constante pelo dinheiro, em desfavor à ética e ao respeito ao próximo. Não é um discurso ecológico, mas algo que beira um reflexo sobre o significado da energia das coisas e dos seres.

Lá em Pandora, Jake Sully, o personagem principal, se apaixona pela bela Neytiri e pelo mundo dela. E seu avatar se transforma num deles a partir da compreensão que ele adquire do que significa Pandora, trazendo para nós a complexidade de não aceitar o que sua raça faz e o envolvimento com um povo mágico.

As cenas de ação começam quando as ameaças vindas da Terra tendem a destruir Pandora por causa de pedras valiosas que estão na árvore onde os habitantes azuis moram. Elas valem muito dinheiro e uma equipe militar treinada está prestes a destruir a Árvore das Almas, e a árvore onde eles vivem, contrabalanceando o clico de energia daquele lugar.

É nesse momento que os efeitos tecnológicos chamam mais atenção. As plantas, poeiras, gotículas do espaço saltam aos olhos, bem ao lado, criando um mundo quase ao nosso alcance, marcando uma era de tecnologia fascinante. Bichos grandes voam com os personagens conectados, efeitos bélicos se misturam ao brilho nos olhos dos guerreiros azuis.

É um programa imperdível para toda a família que deve marcar muitas crianças pequenas e grandes. Pelo menos até a TV em 3D chegar em nossas casas.

Avatar (idem, EUA, 2009). Direção e roteiro: James Cameron. Elenco: Sam Worthington, Zoe Saldana, Stephen Lang, Sigourney Weaver, Michelle Rodriguez, Giovanni Ribisi. Ficção científica / Fantasia / Ação. 162 min. (Cor).

  • Norman Faux

    O único cara no mundo que conseguiu tirar minha mãe duas vezes de casa para ir ao cinema se chama James Cameron com seus Titanic e Avatar…
    Merece todo sucesso, pois são filmes que encantam, e não ofendem ninguém, além de ter uma mensagem positiva.
    Vou aguardar com atenção seus próximos filmes.