Luz na sua casa, luz para você

Uma iluminação adequada atende a funcionalidade e dialoga com o estilo dos moradores

O toque pessoal que pensamos na hora de montar a nossa casa nem sempre precisa estar relacionado apenas a objetos de arte, fotos e paredes coloridas pelo ambiente. Uma iluminação adequada, com foco na funcionalidade, também pode servir como artigo de estilo. A luz pode tornar o espaço aconchegante, pessoal e super charmoso. Mas também é preciso considerar que cada área da residência tem finalidades específicas, e a iluminação varia conforme os ambientes.

De acordo com a arquiteta Anna Virgínia Baier, “é preciso estar atento, pois o excesso ou a falta de luz pode atrapalhar”. Ela explica que uma iluminação ideal se encontra sempre com a funcionalidade, estética e design das peças. Na cozinha, por exemplo, há necessidade de uma luz mais próxima do natural, que não altere a cor dos alimentos e tire de cena qualquer brecha anti-higiênica ou sombra. Para isso, o adequado são lâmpadas mais difusas e algumas focalizadas no balcão e em cima do fogão.

Anna Virgínia Baier e Humberta Pereira (Foto: Camila Ribas)
Anna Virgínia Baier e Humberta Pereira (Foto: Camila Ribas)

Se estudar ou trabalhar em casa faz parte da rotina, lembre-se que a luz deve ser confortável aos olhos. Uma opção é a luz branco-morno, que não altera tanto a temperatura do ambiente e não é cansativa para leitura. Essa dica também pode ser útil em escritórios. Já um objeto de arte precisa de lâmpadas que não mudem a cor e não ofusquem, mas é preciso ficar atento à superfície do objeto. Pessoas que gostam de se maquiar devem procurar uma iluminação mais próxima da luz natural.

Quando o caso pede um ambiente mais descontraído ou de descanso, a demanda é por filtros específicos. Lâmpadas com um pouco de cor podem ser utilizadas em quartos e espaços de convívio, como o home theater, e dão aquele efeito de “casa de revista”. Também é possível utilizar equipamentos para regular a incidência de luz para mais ou para menos, como o dimmer, muito usual em quartos e salas. Caso ler antes de dormir seja comum, tenha uma luz de apoio. Luminárias de mesa, arandelas e abajures dão conta do recado.

Outra opção para alguns ambientes é o uso de sistemas flexíveis de iluminação. Humberta Pereira, também arquiteta, dá a deixa: “quando pensar no projeto é preciso analisar a vida da casa. Numa sala de jantar, por exemplo, podemos dar a possibilidade de usar os dois modos – frio e quente”. A luz fria geralmente é usada para uma iluminação geral e a quente para dar destaque. Numa mesma sala de jantar pode-se, além dessas duas modalidades, ser utilizada uma terceira, mais periférica, caso queira uma iluminação indireta. Isso possibilita a variação da luz por parte do morador.

SERVIÇO:
Anna Virgínia Baier (81) 9978 0267
Humberta Pereira (81)  9928 2928

* Foi consultada para esta matéria a especialista em iluminação Fernanda Falcão.

CONFIRA ABAIXO ALGUMAS FOTOS DO TRABALHO DA DUPLA