Minha gravidez iogue

A prática iogue energiza o bebê e traz benefícios na hora do parto

Heliane Garcia é arquiteta. Começou a praticar ioga em 1991, quando estava grávida do seu primogênito, e nunca mais parou. Descobriu que, por meio dos exercícios, poderia desenvolver o autoconhecimento e o equilíbrio, adquirindo uma consciência respiratória e corporal que facilitaria a relação entre ela e o bebê, ainda no útero. Gostou tantos dos resultados que se especializou, e hoje, ministra aulas de ioga para outras grávidas.

Shiguemi Matsumiya é professora universitária e está grávida de Raman, que significa “amado”. Os dois, mãe e bebê, participam das aulas de ioga para grávidas da professora Heliane e a nova mamãe sente grande diferença em relação à conscientização de seu estado de gravidez. Já na primeira aula, sentiu melhoras significativas nas dores relacionadas ao nervo ciático.

Viviane Cavancanti, mãe de Maria Clara, na posição Diamante, executando uma leve torção (Foto: Camila Ribas)

Não é tão comum encontrar uma grávida praticante de ioga, especialmente porque muitas mulheres em nossa sociedade ainda acreditam que o estado exige muita cautela e poucos exercícios, o que é um mito, pelo menos, na grande maioria dos casos. Segundo a professora Heliane, a ioga fortalece a musculatura e os exercícios de respiração podem tornar o parto e também a gravidez mais leves. “É um conjunto sentimentos e ações que favorecem o ato de estar grávida e o momento do parto”, diz.

A prática de ioga para gestantes, com disciplina e liberação médica, pode trazer inúmeros benefícios. Para o corpo, os principais são o aprendizado sobre a consciência do ritmo respiratório, estímulo da circulação sanguínea, o aumento da flexibilidade e o fortalecimento da área pélvica. Além disso, previnem-se as dores de coluna e se aceita com maior tranquilidade as transformações do corpo, com o foco no pensamento positivo do ato de gerar um fruto. Segundo a professora, alguns exercícios de respiração podem deixar até o bebê mais tranquilo quando se consegue levar uma oxigenação mais eficaz para o feto.

Outro ponto positivo da atividade é o estímulo da relação entre mãe e filho. “No nosso corre-corre terminamos sem curtir tanto a gravidez, damos menos atenção do que devemos às nossas criaturinhas”, diz Shiguemi, e acrescenta: “durante a ioga me sinto mais centrada em ser a mãe do meu filho, o ser gerador, acolhedor”, comenta. A prática, diferente dos outros tipos de atividades físicas, consiste também em trabalhar o lado espiritual: acalma e desenvolve uma serenidade para vivenciar a mudança física e emocional.

Shiguemi Matsumiya, mãe de Raman, na postura Cócoras na ponta dos pés (Foto: Camila Ribas)

Como a mudança na região lombar é muito grande, por causa da sobrecarga, a prática da ioga vai aliviar bastante as dores na coluna. “Eu recomendo sempre as posturas de alongamento. Acordar, esticar todo o corpo e alongar.” Heliane explica ainda que “toda a preparação provocada pela ioga, durante a gravidez, por meio da respiração e das posturas, traz um relaxamento.” Para cuidar das energias, o lema da meditação é “inspirar saúde, expirar paz”, revela.

Já quem não tem a oportunidade de participar da prática, a professora dá algumas dicas: “crie aquele tempo para você entrar em contato com o seu ventre, como a forma de nutrir esse bebê com a energia da sua inspiração, através das mentalizações saudáveis, enviando desejos positivos para esta gestação e para o momento de ‘dar à luz’”, conclui. Então, respire consciente, lenta e profundamente. Isso vai deixar a mamãe mais tranquila e confiante.

 

 

 

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* Nervo ciático é o principal nervo dos membros inferiores. Ele controla as articulações do quadril, joelho e tornozelo, e também os músculos posteriores da coxa e os músculos da perna e do pé. O nervo ciático é o mais longo do corpo humano – liga o dedão do pé à região lombar. [Fonte]