Relaxe com adrenalina na veia!

Numa rotina onde cada vez menos pessoas têm a oportunidade de despressurizar para ficar em silêncio ou simplesmente apreciar a natureza sem o ritmo das grandes cidades, surge no Recife uma moda natureba para quem adora fugir da rotina da selva de pedra. É que uma empresa especializada em trilhas, trekking e travessias têm levado centenas de pessoas, todos os meses, ao interior pernambucano para a prática desses esportes. O rapel tem caído no gosto e no hábito de muita gente que sequer sonhou em descer numa pedra a 50 metros do chão.

Os destinos mais procurados são Serra Negra, em Bezerros, e Bonito, ambos possíveis de fazer no esquema bate-e-volta. Serra Negra, a 100 km do Recife e a mais ou menos 900 metros do nível do mar, é um destino bastante requisitado para o ecoturismo, com uma vista deslumbrante, uma energia muito simpática e um clima ameno. Para entrar no Parque Ecológico, é preciso dispor de R$ 2. Entre os atrativos, você pode passear pelos mirantes para admirar a natureza, pela Gruta do Amor, Porta do Vento, Mirante do Gravatá Amarelo e pelo Pau Santo Casamenteiro. Esse último é uma árvore que faz muitas mulheres darem uma volta na árvore enquanto arriscam seus pedidos amorosos.

Além disso, tem a Gruta do Vino, Caverna do Deda, a Pedra da Tartaruga e inúmeras trilhas. Já em Bonito, a 150 km do Recife, se destaca por ser uma das sete maravilhas de Pernambuco, dada a sua vasta quantidade de cachoeiras belíssimas, mais densas nos meses chuvosos, o que aumenta a adrenalina para quem vai fazer o rapel. São cachoeiras de diferentes nomes: Véu da Noiva, Humaytá, Corrente, Pedra Redonda, Barra Azul e do Encanto. Os valores para a visita também são simbólicos.

Relaxe com adrenalina na veia! (Foto: Raphael Guaraná Sagatio)
Relaxe com adrenalina na veia! (Foto: Raphael Guaraná Sagatio)

 

Seja qual for o local escolhido para as práticas, é importante tomar alguns cuidados básicos. É essencial verificar quem são os guias e instrutores (estes devem ter certificação), além das empresas que organizam as viagens em grupo. Além disso, fique de olho no estado dos equipamentos (tudo tem que estar com aparência de novo, sem arranhão ou fiapos se soltando e é essencial que tenham certificação internacional). Para sua própria segurança e conforto, leve água, lanches práticos, protetor solar e vá com uma calça confortável, para evitar se arranhar. Já em relação ao tênis, muita atenção ao solado, pois alguns terrenos são escorregadios. Também não esqueça de fazer um bom alongamento e de se alimentar bem.

Quem ainda é iniciante na prática ou tem medo de altura, o ideal é começar por uma descida mais baixa, de preferência, com pouco contato com a pedra. A descida solta torna o rapel mais fácil, visto que não será necessário se preocupar com o posicionamento das pernas, mas apenas com o manejo das mãos e corda, que é bem simples e intuitivo de fazer. Nesse caso, dá até para arriscar uma manobra mais radical como descer de cabeça para baixo. Nem se preocupe, é seguro, pois o equipamento é certificado e os instrutores podem travar a corda para que você solte os braços. Cada corda é capaz de aguentar cerca de uma tonelada. Tem sempre um dos instrutores descendo com você e outro lá embaixo, para travar a corda, caso seja necessário.

A prática também pode ser feita com o contato direto na rocha ou com uma maior altura. O nível de dificuldade não muda muito. Basta, apenas, controlar as pernas e as pegadas para não virar para o lado. Se isso acontecer, no máximo, você pode se arranhar, mas nada que exija a interrupção da atividade.

Já para os mais aventureiros, a dica é descer na cachoeira. Além da questão da altura, tem a água te jogando para baixo e uma pedra bem mais escorregadia. Mas a recompensa, quando você chega lá embaixo e toma banho na água forte e com aquela energia indescritível, é uma coisa divina. Vale muito a pena praticar esse esporte pelo menos uma vez na vida.

Diego Siqueira (Foto: Raphael Guaraná Sagatio)
Diego Siqueira (Foto: Raphael Guaraná Sagatio)

Na foto, Diego Siqueira, que começou como cliente e hoje é instrutor da Falcões da Adrenalina. Ele foi convidado a participar mais vezes, por conta de seu bom desempenho e, cinco meses depois, ganhou o curso de rapel e primeiros socorros. Hoje, apesar de ser professor universitário, pratica rapel e também é instrutor durante os finais de semana. “Acho que me divirto mais que os clientes em cada passeio”, confessa.

Bora nessa?

FALCÕES DA ADRENALINA
Fone: (81) 8622.5030 / (81) 9963.3641
www.falcoesdaadrenalina.com.bragendamentofalcoes@gmail.com

  • Sônia

    Amei a matéria, as fotos estão belíssimas, parabéns por apoiar este esporte!!!