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	<title>Revista Žena</title>
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	<description>Flores com caule de Ferro</description>
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		<title>&#8220;Magical Mistery Tour&#8221; de Paul no Recife</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Apr 2012 23:44:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Regis</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando surgiu o boato, em 1968, que os <strong>Beatles</strong> gravariam Asa Branca não se podia imaginar que um de seus líderes chegaria um dia a pisar em solo pernambucano. Luiz Gonzaga chegou a afirmar, na década de 80: “<em>Tudo não passou de uma grande mentira inventada pelo jornalista Carlos Imperial</em>”. Até alguns dias atrás ninguém acreditaria, longe de qualquer lenda urbana, que no dia 22 de abril de 2012, segunda noite de espetáculo no Recife, diante de um público efervescente, <strong>Paul Maccartney</strong> saudaria o grande gênio: <em>“Salve a terra de Luiz Gonzaga!”.</em></p>
<p><em></em>Na primeira noite os burburinhos pareciam, em sintonia, relatar a estória do artista<em>.</em> Cada um contava um fato e a ideia de que algo surreal estava para acontecer parecia unânime. Pontualmente, os dois enormes telões de <em>LED</em> instalados no <strong>estádio Arruda</strong> iniciaram a contagem regressiva com uma sucessão de fotos marcantes da carreira dos rapazes de Liverpool. Na preparação uma “ola” se instalou pelas arquibancadas. Paul abriu com <em>&#8220;Magical Mistery Tour&#8221;,</em> música que parecia denunciar a atmosfera que se instalou no Recife por todo fim de semana.</p>
<p>Durante os preparativos os fãs esperavam ter a sorte de encontrar o veículo que levava o artista pelas ruas da metrópole. Detalhe, a cidade recebeu mais de 25 mil visitantes de todo o País, que injetaram R$ 21.255.722,04 na economia do Estado, de acordo com a Secretaria de Turismo.  Aglomeração no hotel em Boa Viagem, pessoas de todo Brasil acampadas na frente do estádio. Noivos que adiantaram o casamento, mas permaneceram com a data do show cravejada nas alianças. Alguém perdeu a carteira com os ingressos da família e teve a sorte de ser presenteado com entradas por um casal de velhinhos desconhecidos na porta do evento. Só faltou um radialista narrar a chegada do avião do g<em>entleman</em> no espaço aéreo nordestino, como aconteceu em 1966 quando os besouros invadiram a América.</p>
<p>O público estava realmente decidido a soltar a garganta em todas as músicas e obedecer o chamado de Paul para entoar <em>NA-NA-NA-NA (Let it Be).</em> Cativado pelos espectadores, o ex-beatle chegou a brincar perguntando se era ele nas inúmeras máscaras espalhadas na multidão. Essa impressão foi publicada numa nota sobre o show no Recife pela assessoria de imprensa do seu site oficial, intitulada <em>Macca Rocks Recife (twice!):</em> &#8220;<em>As audiências arrebatadoras, composta por fãs de todas as idades, deixaram a certeza de que Paul teve uma noite para recordar em cada apresentação. Elas cantaram junto cada palavra enquanto seguravam bandeiras caseiras, com muitos em lágrimas ao ver Paul. Após três horas de grandes sucessos nenhum deles voltou pra casa decepcionado. De acordo com a tradição brasileira os fãs trouxeram muitas surpresas para o show, incluindo máscaras especiais de Paul Mccartney!</em>&#8220;.</p>
<p>Uma curiosidade: no <em>setlist</em> do primeiro dia não consta o nome da canção <em>&#8220;Yellow Submarine&#8221;</em>, porém, ao falar do amigo <strong>Ringo</strong> (primeiro Beatles a se apresentar no Recife em 2011), na tentativa de ilustrar uma passagem da música, a empolgação dos pernambucanos fez o britânico ir adiante do começo ao fim. A canção que introduziu a emoção da segunda noite foi <em>“Hello Goodbye”,</em> talvez alertando que assim como o primeiro dia representava o <em>“Hello”,</em> o segundo seria o <em>“Goodbye”. </em>Começava a contagem regressiva, quem não viu provavelmente não o verá mais no Recife.</p>
<p>Maccartney, nas duas noites de apresentações, revelou-se gentil e intimista com a plateia, como de costume &#8211; os bons modos é sem dúvida algo típico dos britânicos. Mesmo sob o forte calor do Recife fez questão de entrar de terno no palco (tirando após a primeira música) e não beber água, característica que já explicou em entrevistas: <em>“&#8230; para mim é estranho. Imagine se o Elvis Presley parasse uma apresentação</em>. <em>Nós somos do tempo em que não se fazia isso. Eu apenas vou lá, canto, me divirto e depois vou me recompor”</em>. Mesmo ensopado de suor manteve o pique nas três horas de show por noite. Chegou a dançar enquanto o povo gritava em coro o seu primeiro nome. O esforço para falar português surpreendeu e atraiu a atenção dos brasileiros. Dedicou uma composição a cada esposa que teve (e ainda mantém lembranças afetivas), as belíssimas Nancy e Linda.</p>
<p>Ao falar de <strong>Lennon</strong>, o compositor explicou em inglês que a canção <em>“Here Today”</em> foi baseada numa conversa que nunca teve com seu parceiro de composição: “<em>É sobre quando nos conhecemos/ Bem, eu acho que você diria que nós trabalhamos duro no começo/Não entendíamos nada/ Mas nós sempre podíamos cantar/ E sobre a noite em que choramos/Porque não havia razões para manter tudo aquilo/Nunca entendia uma palavra/Mas você estava sempre lá com um sorriso”</em>. <em>Something </em>(escrita por Harrison e considerada por Sinatra a mais bonita canção romântica já feita) foi escolhida pelo S<em>ir</em>. para homenagear o “amigo <strong>George</strong>” &#8211; sempre intimista ao falar dos ex- parceiros de banda. Da fase que intitula a turnê <em>“Band on The Run”</em> (nome do terceiro disco da banda Wings, formada em 1973 por Paul e Linda) o<em> hit</em> <em>“Jet”</em><strong> </strong>levantou a multidão. Em nenhum momento a <em>Big Band</em> deixou a desejar, integrada por Brain Ray (guitarra e baixo), Paul Wix Wickens (teclado), Rusty Anderson (guitarra) e Abe Laboriel Jr (bateria). Destaque para o baterista que em diversos momentos interagiu na performance de Paul. <em>The End</em> foi a última música tocada na capital pernambucana.</p>
<p>Foi interessante escutar <em>Macca</em> (como é chamado pelos britânicos) repetir o sotaque Pernambucano ao se referir ao &#8220;Récife<strong>&#8220;</strong>. Denominar o povo de “arretado”, então, algo totalmente particular e especial para o povo do Nordeste. Alguns jornalistas não conterrâneos acreditaram que seria “povo bravo” e não “povo legal&#8221; o significado. Pode ser que o jovem de 69 anos (como gosta de ser chamado) tenha se sentindo como na adolescência em Liverpool &#8211; cidade portuária discriminada em alguns lugares do Reino Unido-, só que em uma “Liverpool tropical”, e, por isso, decidiu levantar a bandeira do Estado de Pernambuco. Ou talvez por que seja realmente um cavalheiro impecável.</p>
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		<title>Pobre Leninha</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Apr 2012 23:10:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Belisa Parente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coluna]]></category>
		<category><![CDATA[Bala Perdida]]></category>
		<category><![CDATA[Traficantes X Policiais]]></category>
		<category><![CDATA[Violência]]></category>
		<category><![CDATA[Violência Urbana]]></category>

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		<description><![CDATA[Pow Pow Pow Pow Pow Leninha olhou rapidamente de um lado ao outro. Ela sabia que não eram fogos de artifício, nem crianças estourando bolas velhas catadas na frente de um prédio classe A &#8211; antes fosse. - Corre João, corre! Foram as últimas palavras de Leninha. A menina de 16 anos morreu imaginando bolas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pow Pow Pow Pow Pow</p>
<p>Leninha olhou rapidamente de um lado ao outro. Ela sabia que não eram fogos de artifício, nem crianças estourando bolas velhas catadas na frente de um prédio classe A &#8211; antes fosse.</p>
<p>- Corre João, corre! Foram as últimas palavras de Leninha.</p>
<p>A menina de 16 anos morreu imaginando bolas coloridas sendo pisoteadas por crianças. Nos cadernos de Leninha, jogados no chão, muitos corações vermelhos desenhados. E um lembrete em letras garrafais: “DIA 20, DENTISTA. DENTES ENTRAMELADOS NUNCA MAIS. EBAAA!” Toninho, seu irmão mais velho, havia dividido em 12 vezes o aparelho que parecia mudar a vida da menina.</p>
<p>João não quer mais ir à escola. Não quer comer, sair para brincar na rua, nem aquele big sorvete o atrai. Dona Zuleide não tem dinheiro para pagar um tratamento psicológico para o pequeno que viu a irmã caindo ensanguentada. João está em choque.</p>
<p>Além de Leninha, mais três homens foram mortos por “balas perdidas” da polícia; que fazia uma ação contra traficantes no Morro dos Macacos. Três trabalhadores assassinados e considerados criminosos, sempre as mesmas desculpas. O filho de um deles não cansa de chamar pelo pai. Sua avó conta uma história bonita, diz que papai está no céu, com santos e anjos, em paz. Mais tarde ele irá descobrir quem matou o pai: o Estado, a Polícia. Talvez se torne um traficante, daqueles que amam matar policiais, afinal, ele já não tem quem coloque o pão na mesa, já não tem bom estudo, nem perspectivas de um futuro promissor.</p>
<p>Leninha é enterrada; João ficou em casa deitado no chão, segurando uma flor arrancada da coroa. As amigas choram, a comunidade faz uma homenagem linda. E lá no meio, um cartaz de cartolina, com a frase: “Queremos vingança”.</p>
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		<title>Vegan: Vida saudável no prato</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Apr 2012 01:40:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliana Lins</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Não é novidade para ninguém que nas últimas décadas o país viveu uma mudança radical nos hábitos alimentares. Substituiu-se os preparos caseiros dos alimentos regionais pelos alimentos industrializados, ricos em gorduras, açúcares, sal, corantes e conservantes. Isso tudo aliado ao baixo consumo de verduras, legumes, frutas e a presença de fast foods, que sacramentou de vez essa transição. Esse quadro fez com que os casos de obesidade e outras doenças associadas à má alimentação como hiperlipidemias, hipertensão, diabetes e doenças renais tivessem um aumento abrupto nos últimos anos.</p>
<p>A população está pagando o preço por uma prática alimentar não saudável e já se pode perceber uma corrida para fazer o caminho inverso: cada vez mais, as pessoas estão se preocupando com o que ingerem. Sistemas alimentares como o vegetarianismo e suas vertentes, o ovo-lacto vegetarianismo (que permite o consumo de ovos e leite) e do veganismo (que não permite nenhum alimento de procedência animal) têm sido as alternativas mais procuradas por aqueles que querem se alimentar melhor. &#8221;<em>As vantagens de uma dieta vegetariana são verificadas por meio da menor propensão a doenças relacionadas com o excesso de consumo de proteínas e de gorduras saturadas - doenças cardíacas, níveis elevados de colesterol, câncer, envelhecimento precoce. Além disso, são evidentes os benefícios das fibras vegetais ao trato gastrointestinal</em>&#8221;, afirma a nutricionista e professora da Universidade Federal de Pernambuco, Jaílma Santos. Ainda segundo ela, um dos aspectos pouco difundidos do vegetarianismo são aqueles relacionados aos benefícios da energia vital dos alimentos vegetais “vivos” (crus) que conferem uma sensação de vitalidade e são excelentes desintoxicantes do organismo e antioxidantes naturais.</p>
<div id="attachment_1835" class="wp-caption aligncenter" style="width: 670px"><img class="size-large wp-image-1835" title="Escondidinho de soja (à esquerda), berinjela à milanesa (centro) e moqueca de abobrinha (direita) " src="http://www.revistazena.com.br/wp-content/uploads/2012/04/DSCN0301-660x495.jpg" alt="Escondidinho de soja (à esquerda), berinjela à milanesa (centro) e moqueca de abobrinha (direita)" width="660" height="495" /><p class="wp-caption-text">Escondidinho de soja (à esquerda), berinjela à milanesa (centro) e moqueca de abobrinha (direita)</p></div>
<p>Sentindo essa preocupação de grande parte da população, muitos restaurantes têm apostado na base de uma alimentação saudável, cada vez mais quebrando a lógica do fast food. Um exemplo deles é o Casulo – Comedoria Vegetariana e Cultura, que funciona há mais de um mês na Rua do Sossego. Para uma das sócias do restaurante, Tatiana Almeida, a principal proposta do espaço é tornar o ato de se alimentar uma hora sagrada, em que a pessoa possa realmente aproveitar o momento, sem o ritmo frenético que tem tomado conta da vida moderna. &#8221;<em>O Casulo vem com uma proposta de acolhimento. Aqui nossos clientes comem, descansam, escutam os passarinhos e uma boa música. Não só trocas de palavras, de sorrisos também</em>&#8221;, afirma. Tatiana também comenta que o restaurante quer quebrar a ideia de que comidas vegetarianas só se resumem a legumes e verduras. “<em>Apostamos no cardápio ovo-lacto vegetariano, o que dá um leque maior de possibilidades. Fazemos variadas receitas como tortas salgadas, preparos de soja e tofu e a já famosa feijoada vegana. Além disso, abrimos o espaço para happy hour e eventos, com bebidas, lanches e petiscos também vegetarianos</em> &#8221;.</p>
<p>Para parte da clientela que procura esse tipo de alimento, o ato de comer não se restringe só à questão da saúde, mas também significa um ato político. Para um dos clientes do Casulo, Alexandre Pires, essa atitude também traduz um posicionamento em face à produção sustentável da agricultura familiar e resgate dos hábitos e valores alimentares. &#8221;Não basta também ter um alimento saudável e consumi-lo num ambiente como um shopping center. A proposta do Casulo segue uma tendência mundial de construção de outra relação com o mundo, com as pessoas e com o alimento. Recomendo para as pessoas que buscam isso, e que acreditam que essas opções ajudam a construir um mundo melhor&#8221;, conclui.</p>
<p><strong>Comedoria Vegetariana &amp; Cultura Casulo</strong> -<em> O espaço fica localizado na rua do Sossego, 341, e funciona de segunda à terça das 12 às 15h e de quarta à sábado, das 12h às 22h. Mais informações pelo 3221-1783 ou<a href="mailto: casulocvc@live.com"> casulocvc@live.com</a>.</em></p>
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		<title>Entrevista com a escritora Jana Lauxen</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Apr 2012 01:31:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Belisa Parente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Matéria]]></category>
		<category><![CDATA[Assassinos S/A]]></category>
		<category><![CDATA[Assassinos S/A Vol. I]]></category>
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		<category><![CDATA[Sergio Chaves]]></category>
		<category><![CDATA[Uma Carta por Benjamin]]></category>

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		<description><![CDATA[Jana Lauxen tem 27 anos, é escritora, autora do livro Uma Carta por Benjamin, e trabalha no mercado editorial há pelo menos três anos, seja assessorando novos autores, seja organizando coletâneas de textos (organizou e co-organizou as coletâneas Assassinos S/A Vol. I e Vol. II, Crônico!, Literatura Futebol Clube e Quadrinhos em História, esta última [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Jana Lauxen</strong> tem 27 anos, é escritora, autora do livro <em>Uma Carta por Benjamin</em>, e trabalha no mercado editorial há pelo menos três anos, seja assessorando novos autores, seja organizando coletâneas de textos (organizou e co-organizou as coletâneas <em>Assassinos S/A Vol. I</em> e <em>Vol. II</em>, <em>Crônico!, Literatura Futebol Clube</em> e <em>Quadrinhos em História</em>, esta última de HQs, em parceria com <strong>Sergio Chaves</strong>, editor das premiada revista <em>Café Espacial</em>). A escritora também é colaboradora da Revista Zena desde o nascimento da revista.</p>
<p>Recentemente, foi convidada pela <strong>Editora Multifoco</strong> para comandar a filial sulista da editora carioca especializada em publicar novos autores. Em atividade desde o início de fevereiro deste ano, a Multifoco Sul pretende estreitar relação com os autores do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. Morando em Sananduva – RS, cidade pequenina localizada no norte gaúcho, aos pés de Santa Catarina, Jana concedeu esta entrevista por telefone, em um dia frio como só é frio no lado sul do país. Confira os principais trechos desta conversa, que tratou de mercado editorial, pagar para publicar e cães que ladram enquanto a caravana passa.</p>
<p><strong>A Multifoco Sul já está em atividade?</strong><br />
Sim. Desde o início de fevereiro começamos a trabalhar junto aos autores do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.</p>
<p><strong>Como funcionará o processo de produção de livros da Multifoco Sul?</strong><br />
Da mesma maneira como funciona com a nossa matriz, que fica no Rio. Os autores enviam seu original para avaliação por e-mail. Estes originais deverão vir completos e revisados, dentro das novas regras gramaticais, em arquivo Word, fonte Times, tamanho 12 e espaçamento 1,5, sem imagens. O prazo para avaliação de um original é de 7 dias, e todos os autores receberão uma resposta por parte da Editora, tendo sido seus originais aprovados ou não. Após a aprovação, o autor assinará um contrato de edição e o livro entrará em processo de produção – processo este que varia de três a seis meses. Estando o livro pronto, o autor receberá seus exemplares em casa. E considero importante dizer: tudo sem desembolsar um centavo sequer.</p>
<p>Após o recebimento dos livros, o autor terá 25 dias para comercializá-los, seja entre amigos e familiares ou através de lançamentos.<br />
Passados estes 25 dias, o autor deverá depositar para a editora o valor alcançado com as vendas dos livros, ficando, para si, com 20% do preço de capa de cada livro vendido. É uma porcentagem bastante alta, tendo em vista que grandes editoras costumam pagar para grandes autores uma porcentagem bem menor, que dificilmente ultrapassa os 8%. Se, por acaso, o autor desejar depositar o valor dos exemplares adquiridos à vista, este desconto sobe para 30%. E, caso o autor precise de mais exemplares, basta solicitar.</p>
<p><strong>Qual é a principal diferença entre a Multifoco e as demais editoras, também especializadas na publicação do novo autor e que atuam no mercado editorial brasileiro?</strong><br />
Em minha opinião é a questão do custo. Encontramos muitas editoras que dizem não cobrar nada para publicar livros de novos autores, mas ou elas oferecem e-books (livros virtuais), que são publicações que praticamente não possuem custo nenhum, tendo em vista que os (altos) custos da impressão inexistem, ou pecam gravemente na qualidade do material impresso.</p>
<p>O que deve ser custeado é todo o trabalho de capa, diagramação e impressão, mas o autor pode optar por saldar este valor somente após ter recebido e – sublinhe-se isto –vendido seus exemplares, ou seja: não precisa de dinheiro, pois o dinheiro será levantado através da venda dos livros que o autor recebe sem pagar nada.</p>
<p>Outra diferença é que muitas editoras cobram (e cobram alto, diga-se de passagem) para editar livros com quinhentos, ou até mil exemplares de tiragem. O que acontece é que o autor paga cinco, dez mil reais para ter seu livro impresso, e termina com sua casa atulhada de exemplares, pois não consegue comercializá-los. Considero isso uma sacanagem, pois muitas editoras abusam do novo autor que, inexperiente, não sabe que uma tiragem de mil exemplares, no Brasil, é uma tiragem alta. No caso de um autor novo e ainda desconhecido, uma tiragem altíssima.</p>
<p>Na Multifoco, o autor pode pedir a cota mínima de exemplares, que é de 30 livros. Ou seja, ficar com livros atulhados em casa é praticamente impossível, tendo em vista que todo mundo tem pelo menos 30 pessoas em seu círculo de relações, seja amigos, colegas de trabalho, família ou conhecidos. Considero tudo isto uma SENHORA diferença na hora de optar qual editora publicará sua obra.</p>
<h2 align="center"><span style="color: #800000;"><em><strong>“Então o autor paga cinco, dez mil reais para ter seu livro impresso, e termina com sua casa atulhada de exemplares, pois não consegue comercializá-los. Sacanagem, né?”</strong></em></span></h2>
<p><strong>A editora Multifoco também comercializa os exemplares dos autores que publica?</strong><br />
Sim. Muitos livros são colocados à venda no site da Editora, e em livrarias parceiras também. Porém, já tive contato com autores que, antes mesmo de enviarem seus originais para avaliação, já reclamavam que teriam de vender seu próprio livro. O que o novo autor precisa entender é que, basicamente, ele é um novo autor, e seu livro não se comercializará sozinho. Jô Soares não precisa vender os exemplares do seu livro porque é o Jô Soares, e se vende sozinho – além de trazer altos lucros para sua editora. O novo autor, não. Ele ainda está chegando ao mercado editorial brasileiro, e precisa saber que, se não arregaçar as manguinhas, não conseguirá absolutamente nada. A Multifoco abre a porta; agora, só vai passar por ela quem tiver boa vontade e dedicação. Os outros ficarão para trás.</p>
<p><strong>A Multifoco tem interesse na publicação de trabalhos acadêmicos?</strong><br />
Sim, temos muito interesse. Percebemos que a produção acadêmica brasileira é muito rica, e concluímos que seria pra lá de interessante tirar estas produções somente do círculo acadêmico e trazê-las para as estantes de livros de todo o Brasil.</p>
<p><strong>Transforme seu blog em livro. Esta é outra proposta da Editora Multifoco. Como funciona?</strong><br />
O autor que tiver interesse em ter seu blog submetido à avaliação, para possível publicação em livro, não só pode como deve entrar em contato conosco. Assim como a produção acadêmica, existe um material riquíssimo disponível na internet. Se o conteúdo é bom, por que não publicá-lo, por que não transformá-lo em livro?</p>
<p><strong>Mas por que alguém compraria um livro cujo conteúdo está disponível na internet, e de graça?<br />
</strong>A quantidade de blogs e sites no ar, atualmente, é incalculável, e a tarefa de garimpar os melhores não é nada fácil, além de requerer tempo e paciência. O que acontece é que muito conteúdo de altíssima qualidade acaba perdido nesta miscelânea, sem receber a devida valorização. A publicação de blogs em livros funciona quase como uma peneira. Eu mesma já comprei livros provenientes de blogs, como o do site <a title="o Bairrista" href="http://obairrista.com/" target="_blank">O Bairrista</a>, do qual eu sou fã. Considerei que valia à pena ter aquele conteúdo que eu adoro nas mãos, para ler no banheiro ou na cama, antes de dormir.</p>
<p><strong>Qual é a sua avaliação dos novos autores brasileiros?</strong><br />
Positiva. Com a internet, as pessoas passaram a ler mais e, naturalmente, passaram a escrever melhor. Eu já trabalho com a Multifoco há mais de três anos, e é inegável a melhora significativa do material recebido de lá para cá. Melhorou muito, e isto é fantástico. As pessoas estão lendo mais através da internet, e todo mundo sabe que escreve melhor quem lê mais.<br />
A maioria dos autores também tem plena consciência de que precisa se mexer se, um dia, quiser que seus livros se vendam sozinhos, mas ainda encontramos aqueles de egos gordinhos, que só fazem reclamar. Mas estes eu descarto sem dó nem piedade.<br />
É como diz aquele velho e sábio ditado popular: os cães ladram e a caravana passa.</p>
<p><strong>E o mercado editorial? Melhorou para o novo autor?<br />
</strong>É como eu disse acima, hoje todo mundo pode publicar, e isso é excelente, apesar do que dizem uns e outros. Se vivemos em uma democracia, a arte deve ser para todos, isto é: todos devem ter, ao menos, uma chance. Há pouco tempo, só publicava quem tinha muito dinheiro, costas quentes e bons contatos. Hoje não.</p>
<p>Só não compreendo as pessoas que reclamam disso. Se tem mais gente escrevendo, tem mais gente lendo, e se tem mais gente lendo, o mundo está caminhando para se tornar um lugar mais suportável de se viver. Mas é aquela história, os cães estarão sempre latindo. E o baile segue.</p>
<p><strong>Que dica você daria para aquele cara que está querendo escrever seu primeiro livro?</strong><br />
Ler. Ler muito, nem que seja bula de remédio e horóscopo.<br />
Dominar as novas regras gramaticais, mesmo que você as considere uma grande bobagem. Nenhum escritor pode se dar ao luxo de não conhecer a língua na qual escreve. E não ter medo de cortar. Sim, cortar, e cortar muito. O bom escritor é aquele que sabe cortar. Percebo que muitos autores se apegam aos seus livros e não querem cortar nem uma vírgula, nem que essa vírgula seja completamente desnecessária. Escrever é a arte de cortar.</p>
<p><strong>Os autores que quiserem ter seu original avaliado pela Ed. Multifoco deverão fazer o que?</strong><br />
Eles devem entrar em contato comigo através do e-mail <a title="Email de contato de Jana" href="mailot:multifoco.jana@gmail.com">multifoco.jana@gmail.com</a>, enviando seu original completo e revisado, dentro das novas regras gramaticais, em arquivo Word, fonte Times, tamanho 12 e espaçamento 1,5, sem imagens. O prazo para avaliação de um original varia de 7 dias, e todos os autores receberão uma resposta por parte da Editora, tendo sido seus originais aprovados ou não.</p>
<p><strong>INFORMAÇÕES</strong><br />
Editora Multifoco:  <strong><a title="Site da Editora Multifoco" href="http://www.editoramultifoco.com.br/" target="_blank">editoramultifoco.com.br</a></strong><br />
Informações sobre Jana: <strong><a title="Blog da Jana" href="http://janalauxen.blogspot.com.br/" target="_blank">janalauxen.blogspot.com.br</a> </strong></p>
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		<title>Janela panorâmica</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Apr 2012 23:17:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dani Leão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coluna]]></category>

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		<description><![CDATA[São tantos homicidas neste vasto hall de sensacionalismo, andam matando até o amor. Quem dirá o próprio? A guerra é de artilharia. Quem acerta mais na era dos profiles ou quem se alimenta mais dos fast foods. É como um binário de on e off line, no trocadalho do carilho de quanto mais on mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">São tantos homicidas neste vasto<em> hall</em> de sensacionalismo, andam matando até o amor. Quem dirá o próprio? A guerra é de artilharia. Quem acerta mais na era dos <em>profiles</em> ou quem se alimenta mais dos <em>fast foods</em>. É como um binário de<em> on</em> e <em>off line</em>, no trocadalho do carilho de quanto mais <em>on</em> mais <em>off life</em>. No campo da frugalidade os comerciais são doses cavalares da crua realidade deparada nos balcões das boates, bares, shoppings, vielas&#8230; Até mesmo na religião.</p>
<p style="text-align: justify;">A ostentação tomou a forma dos espelhos e ainda há quem duvide do seu brilho oportuno em meio a dialetos chulos e ensinamentos piriguetês dos veículos de comunicação. Sem mencionar o tanque de guerra virtual da generalização &#8211; tudo em demasia na velocidade dos segundos- embarreirado por telas, numa forma de mascarar seus cumplices.</p>
<p>Na semiótica das cores independente da categoria sociopolítica e econômica- o vermelho- é uma cor de poder, energia e vida. Bem contraditório! A magia do controle remoto, o passe do mouse e a tendência tecnológica são produtos no campo de batalha da nova temporada do botão vermelho. Perante todos os efeitos tem o mesmo significado; desligar. Andam desligando o passado, a realidade e até mesmo o afeto.</p>
<p>Se bem pensado, a análise da evolução cibernética em controversa da civilização é tão radical quanto pensar nos pré-históricos sendo um personagem do <em>woodstock</em>, por exemplo. No entanto com valores de vivência ainda preservados e fazendo valer a palavra de paz e amor com preeminência. Atualmente como cálculo quase que totalitário podemos ouvir no relatar de tempo que muitas pessoas ficam conectadas 24h ou mais. E daí a pergunta: Onde ficam os sentidos do corpo humano?</p>
<p>Talvez o <em>plugin</em> da criminalidade tenha culpa dessa exclusão interpessoal de relação. O que não ofusca os delitos virtuais. Nem tão pouco a autodefesa dos sentimentos. Uns atacam, outros defendem, enquanto a massa consome o <em>pop</em>. Qual será a próxima tendência do banal? Jamais uma escolha será perda de tempo. Digamos que seja um item da experiência que a vida nos dá desde que racionais. E a busca do ser-humano continua infinda quando almejamos a felicidade. Para isto é preciso que qualquer coisa que queime ou gele, estremeça ou pare, toque ou aperte a pele dos sentidos, pulse vida.</p>
<p>A coragem e o tempo são aliados para os perseguidores dos relacionamentos pessoais praticáveis. Hoje em dia ser proativo é o perfil da sobrevivência. Bitolar-se nas redes virtuais é o limite do panorama de viver. Nas ruas&#8230; O barulho das buzinas conota um cotidiano de passos, risos e abraços. Os olhares sob a perspectiva do olho no olho e naquela praça dos romances ainda há o registro da beleza natural que sombreia o banquinho da vida.</p>
<p>Aprecie a natureza!</p>
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		<title>Série: Dog Superior</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Apr 2012 21:05:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vitor Batista</dc:creator>
				<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Cartoon]]></category>
		<category><![CDATA[Dog superior]]></category>
		<category><![CDATA[Tirinhas]]></category>

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		<description><![CDATA[- Grande Dog! Poderia nos revelar para onde vão nossas almas após a morte?
- Novamente essa mesma pergunta? Veja...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-large wp-image-1806" title="Dog Super nº 21 por Vitor Batista" src="http://www.revistazena.com.br/wp-content/uploads/2012/04/w_DOG21-660x1002.jpg" alt="Dog Super nº 21 por Vitor Batista" width="660" height="1002" /></p>
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		<title>As caras e bocas de Pablo Picasso em vídeo</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Apr 2012 21:04:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bárbara Buril</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coluna]]></category>
		<category><![CDATA[André Souris]]></category>
		<category><![CDATA[Art et Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Artes Plásticas]]></category>
		<category><![CDATA[Bezoek aan Picasso]]></category>
		<category><![CDATA[F. Longernfeld]]></category>
		<category><![CDATA[Jean Leh-Rissey]]></category>
		<category><![CDATA[Jean van Raemdonck]]></category>
		<category><![CDATA[Marcel Verwest]]></category>
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		<category><![CDATA[Visit to Picasso]]></category>
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		<description><![CDATA[Nós sempre pensamos que os grandes mestres somente são reconhecíveis em suas obras, em seus auto-retratos ou em suas assinaturas espalhadas por aí. Os grandes mestres surgem, em minha mente, como pessoas geniais que não chegaram a conhecer os encantos da fotografia. Já os contemporâneos, por outro lado, ocupam minha mente como figuras de carne [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nós sempre pensamos que os grandes mestres somente são reconhecíveis em suas obras, em seus auto-retratos ou em suas assinaturas espalhadas por aí. Os grandes mestres surgem, em minha mente, como pessoas geniais que não chegaram a conhecer os encantos da fotografia. Já os contemporâneos, por outro lado, ocupam minha mente como figuras de carne e osso. Eles podem ser geniais, mas também são muito humanos, demasiadamente humanos.</p>
<p>Acho engraçado esse paradoxo, por que muitos grandes mestres do passado (não tão longínquo) chegaram, sim, a conhecer a fotografia. E muitos chegaram a expor suas loucuras maravilhosas em fotografias e vídeos preciosos. Um achado é o vídeo de Picasso pintando. O trecho de 2 minutos e 35 segundos é parte do documentário “Visit to Picasso”, do diretor <strong>Paul Haesaerts</strong>, imperdível pra quem curte arte e afins. Em preto e branco, Haesaerts mostra Picasso pintando na superfície de espelhos.</p>
<p>O lugar é a casa do pintor em Vallaurius, na Franca. O anfitrião, à vontade com a presença do documentarista, faz cara e bocas para nós, espectadores. Picasso fazendo caras e bocas! Ninguém espera. <strong>Damien Hirst</strong>, talvez. Mas Picasso?! Só para mostrar que nem tudo, quando nos referimos a Pablo Picasso, acaba em Guernica.</p>
<p>Picasso pintando:</p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/33680570" width="640" height="480" frameborder="0" webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowFullScreen></iframe></p>
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		<title>Nada de catucar espinha e cravo em casa!</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Apr 2012 21:03:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila Ribas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Matéria]]></category>
		<category><![CDATA[Betacaroteno]]></category>
		<category><![CDATA[Cauterização profissional]]></category>
		<category><![CDATA[Cenoura]]></category>
		<category><![CDATA[Cravo]]></category>
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		<category><![CDATA[Espinha]]></category>
		<category><![CDATA[Hidratantes]]></category>
		<category><![CDATA[Limpeza de pele]]></category>
		<category><![CDATA[Oleosidade da pele]]></category>
		<category><![CDATA[Protetor solar]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem já fez, sabe. Uma boa limpeza de pele, além de retirar as impurezas do rosto, deixa para trás cravos, espinhas e a tão irritante oleosidade da pele. Muita gente, com preguiça de ir ao esteticista, ou porque não dispõe de recursos para tal, cuida do rosto apenas em casa, mas, sem a devida atenção. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem já fez, sabe. Uma boa limpeza de pele, além de retirar as impurezas do rosto, deixa para trás cravos, espinhas e a tão irritante oleosidade da pele. Muita gente, com preguiça de ir ao esteticista, ou porque não dispõe de recursos para tal, cuida do rosto apenas em casa, mas, sem a devida atenção. Isso pode se tornar um transtorno e danificar a pele mais ainda. Pensando nisso, trouxemos umas boas dicas para quem quer dar um grau no rosto com o maior amor a este órgão protetor e que merece todo o nosso cuidado.</p>
<p><span style="text-align: justify;">Na Clincenter, clínica de estética na Zona Norte do Recife, Taciana Andrade, esteticista há quase dez anos, explica que alguns passos são tomados ao longo do tratamento. É preciso, antes de tudo, com higiene, amolecer a pele com cremes específicos e vaporização e, após isso, expulsar as impurezas com o maior cuidado para não machucar. Em seguida, uma cauterização profissional e o uso contínuo de proteção solar, já que os poros estão bem abertos. Segundo Taciana, é muito importante realizar a manutenção pelo menos uma vez ao mês, especialmente quem tem a pele mais oleosa. Já para as peles mais normais, com poucos cravos e espinhas, uma limpeza de três em três meses, em geral, é suficiente.</span></p>
<p><span style="text-align: justify;">É importante lembrar que, caso você tenha o costume de estourar espinhas e retirar cravos em casa, pense duas vezes antes de fazer isso. Sem a pele amolecida, fica difícil retirar os cravos sem machuca-la. Na clínica, com produtos e equipamentos profissionais, esse risco é bastante minimizado. Além disso, vale salientar que o profissional usa luva e algodão, pinças esterilizadas, diferente da maioria das “limpezas domésticas’’, que podem até infeccionar e piorar a situação. Por isso, prevenção é a palavra de ordem quando a ideia é cuidar da pele em casa. As dicas são: beber bastante água e se alimentar bem, com comidas saudáveis. Esses cuidados vão ajudar a manter a pele bem viçosa e com um brilho diferenciado.</span></p>
<p><span style="text-align: justify;">Cenoura é um dos melhores alimentos para isso, por conta do betacaroteno, inclusive, a raiz ajuda a manter o bronzeado do sol mais duradouro e natural. O sol, como se sabe, faz mal para a pele. Se tiver opção de ficar na sombra, aproveite. E uso um bom filtro solar diariamente. Alguns produtos podem ajudar a manter a pele saudável: esfoliantes, hidratantes e o já citado protetor solar. Mas, para saber qual o produto indicado para cada tipo de pele, é preciso consultar um dermatologista. Porém, a Revista Zena traz uma dica bem simples pra você: produtos de bebê para cabelo e pele são ótimos! Tem uma quantidade de produtos químicos bem reduzidos. E você, que dicas traz pra gente?</span></p>
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		<title>Um mundo de luz pela frente</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Apr 2012 21:01:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila Ribas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coluna]]></category>
		<category><![CDATA[Avatar – Resurfacing]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualização]]></category>
		<category><![CDATA[Hatha Yoga]]></category>
		<category><![CDATA[Resurfacing]]></category>
		<category><![CDATA[Yoga]]></category>

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		<description><![CDATA[Minha primeira experiência com a espiritualidade provavelmente não foi a que estou prestes a descrever, mas, de todo modo, foi ali que começou a minha saga em busca de respostas extrafísicas. Era 2008, eu tinha acabado de me formar e a dona da empresa que me contratou era também a dona de uma academia de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Minha primeira experiência com a espiritualidade provavelmente não foi a que estou prestes a descrever, mas, de todo modo, foi ali que começou a minha saga em busca de respostas extrafísicas. Era 2008, eu tinha acabado de me formar e a dona da empresa que me contratou era também a dona de uma academia de ioga. Regina me convidou a praticar após o trabalho e, assim fiz, até a empresa encerrar suas atividades.</p>
<p>Era Hatha Yoga. Se pronuncia iôga, com ó de iô-iô.  Lá, entendi de fato como a ioga podia interferir na minha vida e na vida de qualquer um. Aquele conceito de apenas meditar ou ficar totalmente estátua caiu por terra. Eu saia suada da aula, bem comigo mesma e disposta a encarar o mundo – o mundo era duas horas de trânsito naqueles meses e mais um pouco. Mas aprendi lições que levo para toda a vida. Respirar, ter equilíbrio, ficar centrada. O mais bacana é respeitar o ser humano, o Deus que existe no outro. Namastê: “eu saúdo o Deus que existe dentro de você”.</p>
<p>É bem por aí: se respeitar, ‘’competir’’ com você mesmo (se superar), se iluminar, se energizar e ficar em paz consigo e com o mundo. Depois que saí, por motivos externos, entrei em um looping que me distanciou de tudo, mas sentia muita falta. Até que finalmente me inscrevi no curso de Reiki. Era o nível 1, que abriu meu coração, meu espírito, e tudo começou a mudar. Vi e senti coisas que nunca havia vivido. Mas demorou para as fichas caírem. 2011 foi tenso. Assim que terminei o nível 2 do Reiki, passei por mudanças drásticas – para melhor – e tudo começou a funcionar.</p>
<p>Me recentrei, me reencontrei e principalmente me reespiritualizei. Eu quis isso. Voltei para a ioga. Retomei a meditação. E assim sou mais eu. E encontrar seu próprio “eu” é ser feliz com suas escolhas. Todos os dias, escuto dos meus mestres: você vai longe. A apometria indica que estou bem. A medição de aura também. Eu sei que estou. E eu tenho plena certeza que vou longe com isso. Ainda não sei exatamente como, mas vou saber muito em breve. Intuir e acreditar em si próprio é uma das vantagens das práticas alternativas.</p>
<p>Não preciso nem falar da minha mudança de personalidade, da melhoria da minha saúde, do meu autoconhecimento e consequente do meu autocontrole. É divino estar nesse estado de calmaria, paz e amor. Nas aulas de ioga vou longe a ponto de enxergar chakras, ver coisas e receber mensagens. Eu adoro essa luz que entra no meu ser. E adoro poder mudar as pequenas realidades que vivo. Transformar meus ambientes com presença de espírito.</p>
<p>Hoje, depois de dois dias de curso, me tornei um avatar. Não chega a ser um nível 1, mas é parte dele, que é dividido em várias sessões. <em>Avatar – resurfacing</em> é um método criado nos Estados Unidos para expandir a consciência. A gente aprende técnicas para criar e recriar crenças. O que nos permite recriar nossa realidade. É bem simples. Mas ainda é muito cedo para avaliar o que isso vai mudar em mim, pois depende de práticas. Em outro texto, quem sabe? <img src='http://www.revistazena.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Enfim, a busca continua. Sei que, por algum motivo, fui escolhida para algo. Fui escolhida para ser boa, para amar, para ajudar. E estou me armando para ser uma pessoa do bem e em prol do bem. O caminho é longo. Todo dia tem uma novidade, mas aceito tudo como o coração aberto.</p>
<p>Meditar é um estado contínuo. É você estar conectado com o seu ser, com sua consciência, com o Deus que mora dentro de você. Preste atenção e encontrarás. Muita gente pratica um monte de coisas apenas dentro da sala de aula. Mas, quando chega na rua, é o mesmo ser que entrou ali, sem mudar nadinha. É como ir à missa, ouvir o sermão e não praticar nada daquilo&#8230; Espiritualizar-se é mudar. Mudar para melhor. É elevar-se. É encontrar em você algo bom para o mundo. É sair desse plano com uma bagagem melhor.</p>
<p align="center">Encontre seu caminho.<br />
E muita luz para você.</p>
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		<title>O esteta e o mancebo do sedutor Kierkegaardiano</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Apr 2012 21:00:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lorenza Mucida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Capa]]></category>
		<category><![CDATA[Diário de um sedutor]]></category>
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		<category><![CDATA[“exacerbatio cerebri”]]></category>

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		<description><![CDATA[Tanto no Diário de um Sedutor quanto no O Banquete, obras filosóficas de Soren Kierkegaard, encontramos um ser dotado de uma capacidade extremamente sofisticada para abrir caminhos lúdicos e tortuosos e adentrar poeticamente na vida. A minha pretensão é examinar o sedutor Kierkegaardiano, sua arte e os finos traços da estética. Engendrei uma análise do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tanto no <em>Diário de um Sedutor</em> quanto no <em>O</em> <em>Banquete,</em> obras filosóficas de <em>Soren Kierkegaard</em>, encontramos um ser dotado de uma capacidade extremamente sofisticada para abrir caminhos lúdicos e tortuosos e adentrar poeticamente na vida. A minha pretensão é examinar o sedutor <em>Kierkegaardiano,</em> sua arte e os finos traços da estética. Engendrei uma análise do conceito de <em>exacerbatio cerebri</em>, termo em latim que significa exacerbação, exaltação da mente do esteta, que como um motor leva-o constantemente aos estímulos. Esses estímulos, manipulados por ele próprio com os rigores do intelecto, tornam-se necessários para alimentar a sua mente. Coisa que a realidade só consegue proporcionar de modo fugidio e efêmero. Em última análise, tratarei os traços sofisticados do sedutor <em>Kierkegaardiano</em> em oposição ao lamurioso mancebo &#8211; personagem presente nas duas obras, que deseja reformar a mulher com seus moldes idealizados. O esteta, ao contrário, faz uso da constante busca pela exaltação da mente, contra os augúrios triviais do quotidiano romântico, criando uma obra-prima a cada sedução.</p>
<p>A natureza de <em>Kierkegaardiano</em> é dotada de uma capacidade de transitar por caminhos tênues que se escondem entre a realidade e a poesia. Como se seus passos intelectualmente precisos e esteticamente calculados deslizassem conscientemente nas entrelinhas dos versos de uma das obras de <em>Goethe</em>. O tom poético capaz de moldar interpretativamente a realidade é fornecida em excesso por ele próprio, na ânsia de livrar-se dos grilhões enfadonhos do cotidiano. O gozo desse esteta é regido pelos estímulos colhidos na realidade que ele retomava vez-após-vez através da reflexão. O próprio Kierkegaard (1979; 147) o descreve da seguinte forma:</p>
<p><em>“Primeiro ele gozava pessoalmente a estética, depois gozava esteticamente a sua personalidade. Gozava egoisticamente, ele próprio, o que a realidade lhe oferecia, bem como aquilo com que se fecundava essa realidade; (&#8230;) Tinha a constante necessidade, no primeiro caso a realidade ficava imersa na poesia.”</em></p>
<p><em>Kierkegaard,</em> ao descrever o contexto do sedutor estético, faz alusão a um mundo que subsiste em um plano último, detrás do mundo que vivemos. A relação recíproca entre esse e o mundo real assemelha-se à relação que existe entre duas cenas num teatro ou numa ópera, uma cena por detrás da outra. Através de uma leve cortina pode-se distinguir um mundo mais leve, mais etéreo, do mundo real. O esteta pode, sem muito esforço, atravessar essa cortina e transitar de um lado para o outro, entre a realidade e a poesia, ao seu bel prazer. O sedutor estético não pertencia à realidade e, no entanto, tinha muito a ver com ela. Passava a jogar, friamente, sempre acima da realidade, e mesmo quando mais se entregava, estava longe dela. Contudo, não era o bem que o afastava da realidade, nem tão pouco o mal, mas sim, <em>a exacerbatio cerebri. N</em>este sentido, portanto, essa exaltação estética da mente do esteta suprimia a deficiência da realidade cotidiana quanto a um estímulo suficientemente forte para saciar a sua mente sedenta de contínua contemplação.</p>
<p>A realidade, com efeito, lhe oferecia fragmentos soltos de estímulos e sempre de modo fugidio e efêmero. Logo que a realidade perdia sua importância como estimulante, ficava desarmado, e nisso consistia a sua contínua busca por inspiração<em>.</em> Ele não sucumbia ao peso da realidade. Para ele, suportar esse peso era uma fraqueza. Ele era demasiado forte, mas tal fortitude era a sua busca constante pelos estímulos. Tinha consciência disso, mesmo no momento da exacerbação da mente. A sua frieza estava nessa consciência, seus dotes intelectuais e suas exigências estéticas eram os instrumentos que o norteavam. Neste sentido, portanto, o estímulo para o esteta não está no objeto da sedução, está na seduçãoem si. Com efeito, a sedução é incrementada de tal forma e formatada por mãos tão hábeis, de refinamentos quase prestidigitadores, que ao término da sedução tem-se uma obra-prima.</p>
<p>Para o sedutor estético, todos os objetos de sua sedução &#8211; isso inclui Cordélia, a tia de Cordélia, o próprio mancebo e todos os outros alvos que foram peças no grande tabuleiro do sedutor não passaram de instrumentos para a realização pessoal e unilateral dessa satisfação, desse estímulo que alimenta <em>a exacerbatio cerebri;</em> dessa excitação diante da obra-prima terminada.</p>
<p>O artista para esculpir uma obra precisa de ferramentas e instrumentos adequados para lapidar a pedra e transformar a bruta assimetria material em formas milimetricamente simétricas. No entanto, esses instrumentos desgastam-se, perdem a forma e a sutileza de sua utilidade, fazendo com que o artista a substitua depois de esgotar tudo o que aquela ferramenta podia oferecer. Como poderia um cirurgião, com um bisturi cego, realizar a arte de um transplante de córnea ou de outro órgão de igual importância e delicadeza? Seria impossível. A realização de grandes gênios podem nos ajudar a compreender as entrelinhas de como o sedutor estético escolhe e abandona os objetos de sua sedução artística.</p>
<p>Com efeito, o grande gênio renascentista, <em>Michelangelo,</em> ao esculpir a escultura de Davi em mármore carrara, obra que levou três anos para ficar pronta, precisou necessariamente de ferramentas e instrumentos apropriados para lapidar com cortes quase cirúrgicos a expressão no mármore. Naturalmente a substituição dessas ferramentas foi crucial para a perfeição estética da obra, pois uma simples fissura, ou dente, poderia por toda criação a perder. O que fazia com que o artista necessariamente trocasse o instrumento por outro mais adequado rumo ao <em>exacerbatio cerebri.</em></p>
<div id="attachment_1773" class="wp-caption aligncenter" style="width: 670px"><img src="http://www.revistazena.com.br/wp-content/uploads/2012/04/Michelangelo-Moisés-1513–1515.-Igreja-de-São-Pedro-Acorrentado-Roma.-Foto-por-Eliomar-Ribeiro-e1335127602872-660x456.jpg" alt="Moisés de Michelangelo, 1513–1515. Igreja de São Pedro Acorrentado, Roma. (Foto: Eliomar Ribeiro)" title="Moisés de Michelangelo, 1513–1515. Igreja de São Pedro Acorrentado, Roma. (Foto: Eliomar Ribeiro)" width="660" height="456" class="size-large wp-image-1773" /><p class="wp-caption-text">Moisés de Michelangelo, 1513–1515. Igreja de São Pedro Acorrentado, Roma. (Foto: Eliomar Ribeiro)</p></div>
<p>Com os instrumentos apropriados <em>Michelangelo </em>terminou a escultura de Moisés, uma dos principais frutos do gênio. Sabe-se que após terminar a obra, em um momento de delírio e êxtase diante da perfeição, golpeou-a com o martelo e exclamou repetidas vezes: “<em>Perché non</em> <em>parli?”. </em>Como se a obra, que alcançou estágio tamanho de perfeição, por um momento de exacerbação da mente quase pudesse falar com o autor; se é que realmente, sob o efeito do <em>exacerbatio cerebri, </em>não tenha falado, num momento único entre realidade e a exacerbação estética pós-criação. Eis um exemplo patente de <em>exacerbatio cerebri</em>. A excitação que nutre e alimenta o sedutor estético.</p>
<p>O esteta Kierkegaardiano encontra no <em>exacerbatio cerebri</em> o sentido de sua sedução estética. A busca constante por estímulos singulares, que serão lapidados por ele próprio, com os instrumentos e ferramentas certas, para chegar à sedução como obra de arte e poeticamente colher, unilateralmente, os frutos do <em>exacerbatio cerebri </em>que o inclinarão ao orgasmo artístico e estético. O próprio <em>Johannes</em>, através da pena afiada de Kierkegaard (1989: 135) nos revela um pouco dessa exaltação dos sedutores estéticos que nas duas obras ganham expressão sob o nome de <em>eróticos:</em></p>
<p><em>“Os eróticos são os homens felizes. Vivem com maior magificiência do que os deuses, por que se alimentam de um manjar muito mais delicioso que ambrosia, e bebem um licor mais inebriante do que o néctar, (&#8230;) gozam o delicioso sabor da isca, e entre prazeres inigualáveis vão levando uma vida de felicidade, sem que passem além da isca, sem que nunca mordam o anzol.”</em></p>
<p>Seguindo a obra de <em>Kierkegaard, O Banquete, </em>podemos encontrar pistas mais sutis e nortear nossa investigação para melhor compreensão do <em>exacerbatio cerebri </em>de um artista. <em>O Banquete de Kierkegaard</em>, com efeito, segue uma formatação peculiarmente similar ao <em>Banquete</em> de <em>Platão. </em>A espinha dorsal da discussão é o amor examinado em duas vertentes bem delimitadas de argumentação, a saber, a monogamia e a sedução. O banquete é regido por uma atmosfera extremamente <em>donjuanista</em>. Todos conhecem a lenda de <em>Don Juan</em> que, aliás, tem dado motivo e inspiração a várias obras literárias e atingiu a mais sutil expressão artística na ópera musical de <em>Mozart.</em> <em>O Banquete</em> de <em>Kierkegaard</em> é regido por esta ópera. O próprio <em>Kierkegaard </em>(1989: 59) descreve a chegada dos convivas ao banquete sob a presença inebriante da ópera de <em>Mozart</em>:</p>
<p><em>“As portas abriram-se de par em par, a luz faiscante, o inesperado frescor, os incensos inebriantes, a visão de uma sala armada e adornada com perfeito gosto, tudo causou de entrada um instante de violenta surpresa; nesse momento estavam já os convidados a ouvir o bailado da ópera Don Juan (&#8230;) Oh, música invisível e solene! Oh, acordes sedutores que outrora me fostes arrancar à solidão monacal de uma juventude tranqüila! (&#8230;) Mozart imortal, tu a quem tudo devo&#8230;&#8221;.</em></p>
<p>O <em>Banquete</em> de <em>Kierkegaard</em> segue regido pelos manjares, pelo vinho e boa música. Conta com a participação direta de cinco convidados que apresentam seus discursos sobre o amor; desses cinco irei destacar dois principais que também estão na obra <em>O Diário de um Sedutor</em>. Johannes, o sedutor estético, ou erótico, e Eduardo, o mancebo. O antagonismo entre os dois personagens é patente: o primeiro escolhe, seduz e cria uma obra, usando e substituindo os seus objetos de sedução. O outro, o mancebo, idealiza a mulher e o amor, tenta reforma-los, e por não conseguir, lamenta, apresentando no banquete, um discurso lamurioso e quase niilista. O que fica patente na seguinte passagem do discurso de Johannes (1989; 130).</p>
<p><em>“Quem aos vinte anos, não sabe que há um imperativo categórico é: Goza, é uma pessoa ridícula. Quem não cumpre esse dever, é um puritano ou um doente. Vós não estais nesse caso, vós sois amantes infelizes, e aprova é que quereis reformar a mulher. Que os deuses nos protejam dos reformadores! “A mulher agrada-me tal como é absolutamente tal como é”.</em></p>
<p>Nesse sentido, portanto, o esteta não idealiza a mulher, nem procura reformá-la, ela já está pronta; a única coisa esculpida, pelo sedutor estético, através de uma idealização, é a sedução, a obra em andamento, e não os objetos de sedução. O sedutor estético Kierkegaardiano, com efeito, escolhe os instrumentos adequados para construir a sua obra. Da mesma forma que <em>Michelangelo</em> precisou escolher usar e trocar de ferramentas para lapidar a escultura de <em>Moisés,</em> o sedutor estético precisa dos seduzidos, como instrumentos, para realizar sua obra de maneira mais poética possível. No discurso de <em>Joahannes </em>isso fica nítido: (1985: 131)</p>
<p><em>“A mulher tem um valor inexcedível. É algo que eu digo a cada uma delas, e digo a verdade, uma verdade da qual só eu é que não sou vítima. Não vejo que, na minha tabela de preços, a mulher perdida tenha menos valor que um homem. Não que eu me dedique a colher flores murchas, porque deixo esse cuidado aos homens casados que enganam as suas esposas nos dias de carnaval.”</em></p>
<p>As flores murchas, da passagem do discurso de <em>Joahannes,</em> podem ser entendidas como instrumentos inapropriados à sedução como obra de arte, ou ainda, ferramentas que perecem de beleza e sutileza útil. Ganham rápida funcionabilidade para o vulgar e o grosseiro fluxo lascivo das festas carnavalescas, nas mãos daqueles que disseram amém quando assinaram o contrato com a monogamia. O esteta está consciente no jogo, e movido pelos ventos do <em>exacerbatio cerebri </em>torna-se criterioso ao extremo para a escolha e execução da obra. Por outro lado, o mancebo fraqueja na sua esférica reflexão e no seu ímpeto estéril de tentar reformar a mulher com os imperativos e formas idealizados. Sonha e lamenta, sem nunca concluir nem entender as entrelinhas que não só são percebidas pelo esteta, mas também são moldadas por ele. O mancebo não pode ter essa compreensão porque ele também é objeto de sedução, ele é passivo e também foi usado como instrumento, no <em>Diário de um Sedutor</em>, pelas hábeis mãos de <em>Joahannes,</em> que não exitou em substituí-lo, quando o mancebo se tornou uma ferramenta obsoleta para a conquista de Cordélia por Johannes. O mancebo não foi reformado pelo esteta, foi usado e substituído por ele.</p>
<p>Para o esteta, portanto, a mulher não deve ser idealizada, muito menos engessada numa idéia nem acorrentada em fórmulas racionais e lógicas. Como mostra numa passagem de seu discurso: (1985: 137)</p>
<p><em>“A idéia da mulher não se encerra, pois, numa fórmula qualquer, é um infinito de coisas finitas. Quem quiser pensar essa idéia, faze-la passar por todas as categorias lógicas, ver-se-á na situação de quem mergulha ou seus olhares profundos num oceano de fantasmagoria em perpétua formação (&#8230;) A idéia da mulher, para o pensador, não é mais do que uma oficina com a categoria do possível, e para o erótico, a categoria do possível é uma fonte inesgotável de fantasia.”</em></p>
<p>O sedutor estético, com efeito, mostra a armadilha de se idealizar o sujeito numa relação amorosa, essas são as entrelinhas usadas por ele próprio no seu jogo. Na sua sedução, ele se torna objeto de idealização, faz parte do labirinto que ele cria entre ele e os objetos de sedução. Quanto mais se idealiza o sujeito sedutor, mais distante fica o objeto seduzido das reais intenções do agente que seduz. <em>Joahannes</em> entende e usa isso com maestria pra realizar sua arte. Mostra, no entanto, que é nessa armadilha que estão fadados à queda; todos os que idealizam a mulher ou quaisquer que sejam os objetos de interesse amoroso. O esteta não quer a ideia do objeto, quer, com efeito, as impressões dos estímulos constantes de sua sedução. Como muito nos instrui <em>David Hume</em>, em sua <em>Investigação</em><em> acerca do entendimento humano, </em>onde sistematiza a origem das ideias, mostrando-as fracas e desbotadas cópias das impressões, a saber, as impressões são as percepções mais vividas e imediatas que se apresentam de forma mais impactante à percepção humana.</p>
<p>A busca do sedutor não é pela ideia do objeto, mas sim, a busca pelas impressões constantes dos estímulos. O esteta é ativo, porque ele não encontra satisfação na nostalgia nem na idealização do ente seduzido. Ele quer o contato imediato com as impressões dos instrumentos que, através de suas hábeis mãos darão forma e vigor a sua arte, que fará o intercâmbio entre ele e a sedução como obra. Arremessando-o ao encontro do, tão bem vindo, <em>exacerbatio cerebri</em>. O sedutor estético, Joahannes, identifica-se com muito ímpeto poético e logo depois descreve em parte a sua arte:</p>
<p><em>“Eu sou um esteta, um erótico, que apreendeu a natureza do amor, a sua essência, que crê no amor e o conhece a fundo, e apenas me reservo a opinião muito pessoal de que uma aventura galante só dura, quando muito, seis meses, e que tudo chegou ao fim quando se alcançam os últimos favores. Sei tudo isto, mas sei também que o supremo prazer imaginável é ser amado, ser amado acima de tudo. Introduzir-se como um sonho na imaginação de uma jovem é uma arte, sair dela ileso, é uma obra-prima.”</em></p>
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