Yom Hatzmaut: Israel comemora independência

Os dias 19 e 20 de abril em Israel são festivos. Os israelitas comemoram com silêncio, fogos, desfiles e cantorias

O Estado de Israel comemora 62 anos de existência. O seu povo tem quase seis mil. Uma saga de amor a um pedaço de terra que o tempo não conseguiu apagar, desde o patriarca Abrão aos dias de hoje, quando sete milhões de pessoas comemoram pelas ruas o dia da independência: Yom hatzmaut.

O livro Gênesis, do Velho Testamento, conta os fatos. Deus disse para Abrão: “Pegue tuas coisas, tua gente e busque a terra que Eu te indicarei”. Isso ocorreu em 1948 do calendário hebreu. O tempo passou. Rei David proclamou Jerusalém como sua capital, há mais de três mil anos. Salomão, seu filho, o sucessor, construiu o primeiro templo sagrado para o povo de Israel. Invasores o destruíram. Herodes o reergueu. Os romanos o derrubaram em 70 d.C.

Massada (Foto Daniela Feldman)

Veio a diáspora, o povo disperso pelo mundo. A tradição fazia com que a lembrança, nostalgia seguisse viva. Em casamentos, o noivo dizia: “Se eu me esquecer de ti, oh Jerusalém, que cortem minha mão direita”. O povo de Israel errou pelo mundo. Viveu perseguições racistas e religiosas. Foi estrangeiro em todos os lugares por onde passou.

Em 1894, jornalista de Budapeste que trabalha em Viena, Theodor Zeev Herzl, viaja a Paris para cobrir pauta sobre suposto caso de traição militar. O oficial Alfred Dreyfus era acusado de vender informações aos alemães. Os franceses gritavam pelas ruas: “Morte aos judeus”.

Yaffo (Foto: Daniela Feldman)

Theodor Herzl ficou chocado. De origem judaica, estava afastado de suas raízes. O choque de identidades veio como avalanche e, como resultado, ele escreveu o livro “Judenstaat”, O Estado dos Judeus (Traduzido para o português como O Estado Judeu). Inspirando-se na auto determinação dos povos e acreditando que, apenas em uma pátria judaica, não haveria mais perseguições, Herzl começou o movimento que ganhou o nome de Sionismo, o retorno a Sion, monte localizado em Jerusalém.

Herzl morreu em 1904. Os congressos sionistas, iniciados em 1897, seguiram. Os judeus, que sempre estiveram presentes na sua terra, sendo maioria nas cidades sagradas como Jerusalém, Hebron e Sfat, começavam a receber seus patrícios de todas as partes do mundo, principalmente da Europa Oriental, inicialmente.

Motoristas durante o minuto de silêncio descem dos carros (Foto: Daniela Feldman)
Motoristas durante o minuto de silêncio descem dos carros (Foto: Daniela Feldman)

O Mandato Britânico, que durou 30 anos, terminou em 1948. Em novembro de 1947, houve partilha da região em dois países: árabe e judeu. Os primeiros não aceitaram a decisão da Liga das Nações. Os segundos, sim. Começou a Guerra de Independência, que durou dois anos. Em 14 de maio de 1948, David Ben Gurion proclamou a fundação do Estado de Israel, democrático e independente.

Outras guerras vieram. O território israelense aumentou e diminuiu. Israel fez acordos de paz com Egito, em 1979, e Jordânia, em 1994. Terras foram entregues aos vizinhos egípcios e palestinos. No primeiro caso, encontrou-se a solução. No segundo, não.

Assim como no casamento judaico, o momento de felicidade não apaga a tristeza e a saudade. Um dia antes do comemorar o Dia da Independência com atos oficiais, desfiles e churrascos, os israelenses lembram os soldados caídos em combates e atentados no Yom Hazikaron (dia de lembrança). A data mais triste do ano antecede a mais feliz. Como Israel segue o calendário lunar, o dia muda na primeira estrela. O fim de uma cerimônia marcada de saudade e dor; inicia uma chuva de fogos, com festa, dança e cantorias.

Uma semana antes do Dia da Lembrança, há o Yom Hashoa, em memória das vitimas da barbárie nazista durante a Segunda Guerra Mundial. Em ambas datas, por todo Israel, som de sirene ecoa e todos param, ficam em silencio e refletem. Pensam nos que foram e pedem pelos que ainda virão a um estado que foi dos seus ancestrais e será dos seus descendentes. Se Deus quiser.

 

  • Jorge Olavo Carvalho Leite

    A síntese de Nelson Burd sobre a independência e a criação de Israel com as fotos de Daniela Feldman são para serem divulgadas e guardadas. Com precisão e criatividade de um mestrando em História e hábil jornalista Nelson Burd mostra quase 6 mil anos de história do povo Judeu e de sua pátria Israel.

  • Henrique Veltman

    Nelson,
    Armando, seu pai e amigo querido, me enviou o acesso ao seu texto. Muito bom, didático, sério, envolvente.
    Parabéns !

  • vera sclovsky

    PARABÉNS NELSON, LINDA REPORTAGEM.NOSSA RITINHA, PODE
    MESMO DISFRUTAR COM CORUJISE ESTE FILHO! ABRACO, DESDE
    MEXICO, DF. VERA

  • Alma Míndel Wolf Coutinho

    Parabens e um grande abraço! Recebí de tua mãmã coruja, coberta de razão, esta matéria muito didática, vou mandar p/meus contatos e guardá-la!!!… Sou a amiga de tua mãe de Floripa, do Ed. San Sebastian q foi p/a o Rio e qdo. voltamos voces tinham ído embora, mas valeu reencontrar voces, com carinho, Míndel.

  • edelyn schweidson

    Excelente o seu texto, Nelson. Muito bom, você ter valorizado a relação entre o sionismo de Herzl e a França de Dreyfus.

    Parabéns, e um muito obrigada à sua mãe, por ter enviado seu belo artigo.

    Edelyn Schweidson

  • Muita gente dá palpite sobre o conflito israelo-palestino sem conhecimento da história da região. O texto do Nelson Burd é claro, conciso e esclarecedor para quem se interessa pelo assunto. Deveria ser lido por todos e principalmente pelos palpiteiros desinformados que só querem botar fogo no Oriente Médio.
    Ao Nelson Burd, os meus parabéns pelo seu trabalho de jornalista inclusive na Hora Israelita da rádio Band de Porto Alegre.

  • ruben begun

    Tive o prazer de ler o teu artigo. Esta escrito muito bem e com muita precisão. A tua mãe so pode se orgulhar do modo como tu escrevestes este artigo principalmente nos revelando historicamente como começou tudo.

    Lembranças para todos.

  • Kamala

    Depois desse texto, e destas fotos, fiquei com mais vontade ainda de conhecer Israel.

  • Matéria bem tendenciosa na verdade, quando se omitem fatos. Theodor Herzl fora influenciado pelos mesmos teóricos que influenciaram o nazismo, como Fritz Lans, por exemplo. Não é à toa que o sionismo tem um viés explicitamente racialista e claramente racista, Avgdor Liebermann que o diga, talvez o racista mais sem vergonha dessa década.

    Isso sem falar no carniceiro Ariel Sharon. A ideia de povo escolhido por Deus acaba por ter o mesmo sustentáculo da ideia de povo ou raça superior empregado pelos nazistas, os grandes algozes dos judeus (ironia?). Quando da partilha das terras, foi dado aos palestinos que à época tinham uma população de 5 milhões de pessoas, apenas 44% do território, e aos ‘israelenses’ que somavam uma população bem menor, de apenas 2 milhões de pessoas 56% do território. Obviamente os 56% israelense eram as terras mais férteis da região, enquanto os 44% restante ‘dada’ aos palestinos eram secas e pouco produtivas.

    Quebrar o território palestino em dois, entre a Cisjordânia e a Faixa de Gaza (o maior campo de concentração do mundo) foi outra artimanha de um estado fascista como Israel, pois há ali uma quebra de identidade cultural. A tentativa de negar o palestino como povo, sempre foi defendida pelos governos genocidas israelenses.

    A Canaã, a terra prometida pelo devaneio louco que se sustenta na ideia absurda de um sonho, tornou-se a menina dos olhos dos EUA, os dois maiores países terroristas do mundo, isso segundo a carta assinada por Robert Jackson em Nuremberg quando se definiu o conceito de terrorismo internacional. Se levarmos a carta, que é oficial a sério, seriam essas duas nações, os grandes terroristas do globo.

  • Elaine Hochman

    Muito bom o teu artigo Nelson.
    So quem viveu la, pode entender este pais tao grande e tao pequeno. Grande em Alma e Justica e Alegria e so pequeno mesmo em tamanho.

    Quem fala mal de Israel e de Judeus como este imbecil Rodrigo Barradas, eh porque nunca se aventurou a ver Israel com seus proprios olhos.

    Vai la da olhada, examina e fale com todos os povos que la vivem e depois escreve um comentario mais racional, e com menos odio e anti-semitismo.

  • Debora

    Parabens adorei as fotos!

  • Nelson Burd

    Caro Rodrigo Barradas:

    O que falei sobre Theodor Herzl eh verdade.

    Ele, como jornalista, fez a cobertura do Caso Dreyfus e isso o motivou a escrever o “Estado Judeu” e mobilizar os primeiros congressos sionistas. Eu nunca ouvi falar dele ter sido influenciado por este cara que citaste, pode ter sido, mas nunca ouvi falar.

    Outro ponto: Quando falas de terras ferteis, acho que deverias conhecer um pouco da regiao pantanosa que existia, ao lado da imensidao de deserto que havia. Se hoje, a terra emana “Leite e Mel”, como diz o Genesis, eh gracas ao trabalho e a tecnologia desenvolvida. Ja ouviste falar em “irrigacao por gotejamento”? Entre no site http://www.netafim.com.br

    Quanto as proporcoes que falaste, caro Rodrigo, sugiro que as reveja tambem.

    Quanto aos “dois maiores paises terroristas do mundo”, tambem sugiro que reveja conceitos, pois o lado tendencioso pode estar nao apenas na redacao do texto, mas sim no teu fundamentado comentario.

    Gaza “campo de concentracao”? Caro Rodrigo, estude o que foi um campo de concentracao e como ele ocorreu.

    Citaste Ariel Sharon, que foi julgado na Belgica por crimes na guerra de 82. Pois o mesmo Sharon foi quem, em manifestacao de boa vontade, entregou a autonomia de Gaza aos palestinos, de um territorio conquistado em guerra defensiva, 67, ao Egito. Entregou…..e quem recebeu foi o Hamas. Tu, caro Rodrigo, consideras o Hamas um grupo terrorista?

    Quanto a Avigdor Lieberman, ele tem uma postura nacionalista, uma posicao forte. Agora, chama-lo de racista ja eh complicado.
    A questao de “Povo Escolhido” eh religiosa, eh biblica, eh questao de fe, nao algo racional.

    Fe, cada um tem a sua.

    E outra: Raça nao existe. O que existem sao povos e etnias, que sao coisas totalmente diferentes.
    E isso eh provado cientificamente.

    Saudacoes, caro Rodrigo, Shalom.

  • Nelson Burd

    Jorge Olavo, Vera, Jaco, Elaine, Ruben, Debora, Kamala, Edelyn, Mindel, henrique: valeu pelas palavras. Muito Obrigado!

  • Jacó Zylbersztejn

    Rodrigo Barradas é um jornalista formado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Trabalhou em conceituados órgãos de imprensa incluindo no site UOL. É ou foi o responsável pelo jornalismo do Terra-Brasil. Portanto não é um imbecil.
    Eu o vejo com uma visão distorcida da história recente do oriente médio. Seria bom que ele fizesse uma viagem à região, incluindo Israel.
    O que estamos assistindo é o nascimento de um país chamado Palestina. O parto já dura mais de sessenta anos. Deveria ter ocorrido no mesmo dia e hora do nascimento do Estado de Israel. Ao final da guerra de independência de Israel, em 1948, o Egito ocupava Gaza e a Jordânia ocupava a Cisjordânia. Mesmo assim, os árabes não permitiram a criação do Estado Palestino.O resto da história, quem se interessa pela região conhece bem.
    Se tivessem criado o Estado Palestino conforme a decisão da ONU,na época presidida por Oswaldo Aranha, hoje a história seria diferente. Como a geografia dos dois países é muito pequena, a Palestina e Israel, provavelmente,hoje seriam Estados Federados. As economias seriam mais equilibradas, o povo palestino teria um padrão de vida melhor e não seriam manipulados por fundamentalistas islâmicos.
    Infelizmente, a história não acontece como a gente quer e deu no que deu. Muitas guerras, sofrimentos, ódios e preconceitos se criaram como o manifestado por Rodrigo Barradas.

  • ElaineHochman

    Quem inventa fatos e distorce fatos a historia eh imbecil sim!!! com Universade ou sem Universidade.!
    Este rapaz Rodrigo deveria por essa energia e o furor anti-semita e tranformar numa energia positiva e melhorar a situacao do Brasil e desse povo sofrido.

  • Rita Bensussan

    Nelson Burd e Rodrigo Barradas.

    O debate entre as ideias e a intolerância. O debate entre o racional e o irracional. O debare entre o fato historico e o mito criado e alimentado pelo ódio.

    Nelson e Rodrigo, dois gaúchos. Dois jornalistas, sendo que Nelson Burd usa o intelecto e se baseia nos fatos históricos e o Rodrigo Barradas barra o seu intelecto com toneladas de odio e cegueira histórica.

  • Jacó Zylbersztejn

    Parece que estamos criando um fórum sobre o conflito israelo-palestino. Respeitando o pedido do Nelson Burd, este fórum tem muito a ver com o seu texto muito explicativo.

    Os acordos de paz entre Israel-Egito e Israel-Jordânia foram feito dentro do processo de troca de terra por paz. O mesmo processo poderá ser utilizado em relação a um acordo de paz Israel-Síria. Quanto ao Líbano, a disputa se restringe a área de Sheeba onde existem as nascentes do rio Jordão, o único rio de Israel. Território muito pequeno que a ONU afirma pertencer à Siria e é reivindicado pelo Líbano.

    Em relação ao processo de paz Israelo-Palestino a solução terá que ser diferente. Não poderá ser troca de terra por paz mas troca de terra por terra. As áreas reivindicadas pela Autoridade Nacional Palestina ocupadas e colonizadas por israelenses desde 1967 deverão continuar nas mãos de Israel. Sem esta premissa, o povo israelense não aceitará acordo de paz.

    Ao mesmo tempo, Israel deverá retribuir a mesma quantidade de terra de seu território nacional ao Estado Palestino permitindo um país viável territorialmente. Obviamente serão entregues áreas com densidade populacional palestina.

    Aí surge um problema entre os palestinos. Aqueles que tem nacionalidade israelense não aceitam perde-la, pois junto perderão uma série de vantagens do que tange a trabalho, qualidade de vida e aposentadoria. Vai ser um confronto de interesses enorme entre os palestinos.

    Nesta troca de terra por terra entra a solução de uma outra questão: Israel deverá ser reconhecido pelos países muçulmanos como um Estado Judaico e deve cessar a motivação bélica, coisa que até o jornalista Rodrigo Barradas deverá aplaudir. Só restaria o problema Irã. Mas, esta é outra história comprida para ser discutida em outro fórum.
    Esta é a minha humilde opinião.

  • Nelson Burd

    JACÓ ZYLBERSZTEJN, falaste muito bem, eh isso ai.

    RITA BENSUSSAN e ELAINE HOCHMAN, valeu pelas opiniões, mas vamos jogar agua na fervura.

    Shalom.

  • Rodrigo Barradas

    Primeiramente, vamos colocar alguns pontos que devem ser exaltados, aqui. Não sou Rodrigo Barradas do UOL, sou jornalista, mas de Pernambuco mesmo, ok? Ser diplomado ou não, não deveria vir ao caso.

    Me chamar de imbecil me parece ser uma forma não tão legal de prosseguir com um debate. Se não gostas de ouvir uma opinião contrária, então me parece que tens um problema grave. Em momento algum tentei cercear o direito de expressão de alguém aqui, só mostrei o outro lado da coisa. Baseio-me em artigos e livros que li e venho lendo ao longo dos anos. Baseio-me principalmente em Noam Chomsky, considerado o maior intelectual vivo, e se não conhecem, ele é Judeu! Me chamar de anti-semita é algo que beira o mau caratismo. Sou anti-sionista, não anti-semita.

    São coisas completamente distintas. Acho os judeus um povo maravilhoso, mas não posso dizer a mesma coisa dos sionistas. Aliás, me parece que a propaganda sionista é tão eficiente que fez o mundo abraçar o termo semita como se referisse apenas aos judeus, o que seria uma mentira, uma vez que os árabes também são semitas. Como poderia eu ser anti-semita, se defendo os palestinos?
    Já li inúmeros artigos em que pessoas, que estiveram envolvidas na luta dos negros sul africanos contra o apartheid e hoje lutam pelos palestinos, que a situação destes é bem pior que a dos negros sul africanos. O que não posso aceitar é que judeus não aceitem críticas ao seu Governo e a doutrina que infelizmente parece dominar as suas questões militares e políticas, como se fossem imunes a qualquer crítica.

    Quanto a ser ou não um dos países mais terroristas do mundo, o Juiz norte-americano, durante o julgamento de Nuremberg, definiu os termos oficiais: “agressor, é um Estado que é o primeiro a perpetrar ações como a invasão com suas forças armadas, com ou sem declaração de guerra, do território de outro ‘Estado’, e provisão de apoio a grupos armados formados dentro do território de outro Estado, ou recusa, não obstante o pedido do Estado invadido de tomar em seu próprio território as medidas ao seu alcance para privar esses grupos de toda assistência e proteção”, Estados Fracassados, Noam Chomsky.

    O mundo é maniqueísta, sim! Para tudo existem os dois lados da moeda. Os fatos estão expostos para quem realmente se interessa em buscar a verdade e não repetir tudo que lhe é dito, imposto ou doutrinado como uma verdade absoluta. Acho que vivemos um momento em que não existe a posição ‘neutra’, ou somos a favor ou contra. Durante o Holocausto judeu, um dos episódios mais tristes de nossa história, vocês devem concordar que devia-se tomar um dos lados, afinal, milhões de vidas foram tiradas enquanto outros milhões foram subjugados às loucuras da eugenia hitlerista. O que ocorre hoje contra os palestinos é parecido, sim. O palestino é um povo refugiado em sua terra, há mais de quatro gerações.

    Bem, está dado o recado. Não vou me alongar mais. Quem quiser olhar um pouco além das coisas que lhes são impostas, ou ao menos ler para dizer que leu os dois lados, está aí a dica.

  • Elaine Hochman

    Rodrigo,

    Eu te chamei de imbecil porque tu escreves sobre um pais que tu nao conheces e baseado no Chomsky (que eu li tb.)
    Se eu fosso basear o conhecimento sobre o Brasil num livro so.
    e afirmar que eh verdade. O que tu irias pensar de mim?

    Antes de dares as tuas opinioes com um ar de superioridade moral(que alias nem sao tuas), porque nao vais a Israel e ao Oriente Medio.E um dasafio meu.

    Se nao gostastes do insulto de ser chamado de imbecil eu nao gostei do insulto a respeito da Maior Democracia do Oriente Medio. Israel!!!

  • Rodrigo Barradas

    Elaine Hochman,

    Não me baseio só em Chomsky, nem em apenas um livro, mas sim em uma série de livros, reportagens, documentários, artigos científicos e históricos de autores, cientistas e historiadores diferentes. Não preciso visitar Israel para tecer algum comentário, isso não contém nenhuma base lógica ou racional, pois se assim fosse, não poderíamos tecer algum comentário sobre o Holocausto Nazista, uma vez que não vivemos o fato. Mas com certeza quando tiver a oportunidade vou visitar sim Israel e a Palestina.

    Ainda assim, prefiro crer em alguém como Chomsky que é Judeu, que já flertou com o sionismo quando jovem, que viveu parte de sua vida em Israel, e que tem acesso a todos os documentos do pentágono.

    Israel só é um pouco democrático aos judeus e sionistas. Já em relação aos palestinos: roubos de terra, saques e assassinatos perpetrados pelos colonos, exército e o Mossad, não contam para vocês, não é?

  • Rodrigo Barradas

    Outra coisa, antes que eu seja mal interpretado, mais uma vez. Não defendo a extinção do Estado israelense. Não! Acho que isso não resolveria o problema. É isso!

  • Nelson Burd

    Caro Rodrigo Barradas, se tens vontade de conhecer Israel, nao te consideras antissemita e nao queres a extincao do Estado de Israel, ja eh um excelente comeco, esta otimo. Acredito que cada um pode seguir a sua linha de pensamento, sem problemas.

    Eu nao quero seguir discussoes, porque acho ja deu, mas falem o que quiserem….

    So o seguinte: “roubos de terra, saques e assassinatos perpetrados pelos colonos, exército e o Mossad……”

    Ai, na minha opiniao, entras em algo perigoso, que podem ser acusacoes infundadas, mas beleza, como falaste, tu leste e estudaste para fundamentar teus pensamentos.

    Shalom!

  • Rodrigo Barradas

    Legal Nelson,

    Agradeço a sua racionalidade!

    Abraços.

  • Rodrigo Barradas

    Ao menos 10 morrem em ataque israelense a navios de ajuda
    (A solidariedade sionista é uma beleza)

    Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/s/reuters/100531/mundo/mundo_ormed_israel_comboio

    JERUSALÉM (Reuters) – Comandos militares israelenses atacaram um comboio que levava ajuda à Gaza nesta segunda-feira e mais de 10 dos ativistas a bordo, a maioria estrangeiros, foram mortos. O episódio provocou uma crise diplomática e acusações de “massacre” feitas por palestinos.

    O fim violento para a tentativa apoiada pela Turquia de romper um bloqueio imposto à Faixa de Gaza realizada por seis navios com cerca de 600 pessoas a bordo e 10 mil toneladas de suprimentos provocou condenação dentro e fora do Oriente Médio.

    Enquanto a Marinha escoltava os navios para o porto israelense de Ashdod, os relatos da intercepção realizada no fim da madrugada seguiam incompletos. Fuzileiros navais invadiram os navios por botes e helicópteros. Israel disse que “mais de 10” ativistas morreram. A imprensa israelense falou em 19 mortos.

    As mortes provocaram protestos nas ruas e a ira do governo turco, que apoiou o comboio. Ancara chamou de volta seu embaixador em Israel e o presidente turco, Abdullah Gul, exigiu a punição dos responsáveis.

    A União Europeia pediu uma investigação sobre o episódio e França e Alemanha afirmaram estarem “chocadas”. A Organização das Nações Unidas (ONU) condenou a violência contra civis em águas internacionais.

    Autoridades israelenses disseram que os fuzileiros navais foram recebidos a tiros e que ativistas carregavam facas quando os militares chegaram aos navios, um deles de bandeira turca.

    “Será um grande escândalo, não há dúvidas quanto a isso”, disse o ministro do Comércio israelense, Binyamin Ben-Eliezer, à Reuters.

    Há três anos Israel impôs um bloqueio à Gaza, região controlada pelo grupo islâmico Hamas.

    O presidente palestino, Mahmoud Abbas, disse: “O que Israel cometeu a bordo do Freedom Flotilla foi um massacre”, disse. Ele declarou três dias de luto oficial pelos mortos.

    O vice-chanceler israelense, Danny Ayalon, culpou os ativistas pela violência e os classificou de aliados dos inimigos islâmicos de Israel Hamas e Al Qaeda. Segundo Ayalon, se os ativistas tivessem chegado a seu destino, teriam aberto uma rota de contrabando de armas para Gaza.

    Não se cogita amenizar o bloqueio a Gaza, acrescentou.

    Em comunicado, as Forças Armadas israelenses informaram que, além dos mortos, vários ativistas e cinco soldados ficaram feridos.

    As interferências nos sinais de rádio realizadas por Israel e a censura militar impediram a apuração independente do que ocorreu no oceano.

    A televisão turca mostrou um vídeo que aparentemente mostra um comando israelense descendo em um corda e entrando em confronto com um homem carregando um porrete.

    Já a TV israelense mostrou imagens em que um ativista parece tentar esfaquear um soldado.

    As forças israelenses estavam em alerta máximo nas fronteiras com Gaza, Líbano e Síria, assim como ao redor de Jerusalém, na Cisjordânia ocupada e em áreas do norte de Israel onde vive a maior parte da população árabe do país.

    O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, está em Ottawa. Autoridades afirmam que ele está considerando se cancela ou não uma visita à Casa Branca marcada para terça-feira, onde deve encontrar o presidente norte-americano, Barack Obama.

  • Nelson Burd
  • Nelson Burd